"É PROVÁVEL QUE EM QUALQUER LUGAR A QUALQUER HORA, ALGO DE IMPROVÁVEL ACONTEÇA" Aristóteles

1 - Conceito de Primeiros Socorros

1.1 – FORMAÇÃO EM PRIMEIROS SOCORROS

“ é provável que em qualquer lugar a qualquer hora, algo de improvável aconteça”

Aristóteles

Normalmente numa situação de emergência em que uma vítima precisa de socorro imediato, o passar do tempo é um dos factores que pode agravar a situação.


Neste sentido, a formação em primeiros socorros é importante na medida em que dota o cidadão comum da capacidade de intervir correctamente numa situação de emergência e de solicitar apoio de forma rápida e eficiente.

Consideram-se por isso, que estes factores, pedir apoio e intervir correctamente, são fundamentais para o desfecho mais ou menos positivo da situação com que se depara.


1.2 – CONCEITO DE PRIMEIROS SOCORROS

Sendo assim, conceito de primeiros socorros é o cuidado imediato prestado a alguém ferido ou doente, com a finalidade de:

  • Preservar a vida
  • Promover a recuperação
  • Prevenir que o estado se agrave

1.3 – SITUAÇÕES DE SOCORRO

As situações de socorro, podem-se classificar genericamente em dois grandes grupos, Situações Urgentes e Situações Emergentes.

As Situações Urgentes são aquelas em que a assistência deve ser prestada logo que possível, enquanto que nas Situações Emergentes, não se pode esperar pela assistência e os cuidados deverão ser administrados de imediato. Normalmente nestas últimas situações, está em risco a vida da vítima.

Conseguir detectar uma situação de emergência, definindo logo de imediato o grau de gravidade da mesma, poderá ser fundamental para o desfecho e para o salvamento da vida da vítima.

É principalmente nestas últimas, em que é preciso intervir o mais rápido possível e aplicar todos os conhecimentos de primeiros socorros, pois fará toda a diferença no desenrolar da situação e no agravar do estado da vítima, podendo muitas das vezes, ser a diferença entre salvar uma vida ou não.


1.4 – ACTUAÇÃO

Numa intervenção de socorro, os procedimentos devem ser adoptados de forma sistemática e organizada para que, por um lado não cometamos erros e por outro sejam procedimentos eficazes e rápidos para maximizarmos a nossa intervenção em prol do bem estar da vítima.

Neste sentido, sempre que nos deparararmos com uma situação de emergência, devemos seguir uma determinada metodologia:

1º: VERIFICAR

Situações de risco para a vítima e para o socorrista

2º: PEDIR

Ajuda especializada, ligando para o 112 e solicitando auxílio de meios mais diferenciados e mais capazes de socorrer e de estabilizar a vítima, bem como de efectuarem um posterior transporte até à unidade de saúde.

3º: AVALIAR

O estado da vítima ou das vítimas, caso seja mais do que uma e socorre-las por ordem de gravidade.

4º: CUIDAR

De cada uma das vítimas, aplicando os seus conhecimentos de primeiros socorros, na medida da sua formação, sem tentar realizar acções que vão além dos seus conhecimentos e/ou dos meios que tem ao seu dispor, evitando assim agravar o estado da vítima.

5º: MANTER

A estabilidade das vítimas, assegurando que o seu estado não se agrava, para que possam esperar nas melhores condições possíveis a chegada dos meios de socorro diferenciados.


Nestas actuações é importante reter que não pode nem deve ir além dos seus conhecimentos ou dos meios que tem ao seu dispor. Tem sempre que ter a certeza que a sua ajuda não irá agravar o estado da vítima.

Importante lembrar: SE NÃO SABE, NÃO MEXE!!!


1.5 – NÚMERO DE EMERGÊNCIA (112)

Como é do conhecimento geral, o número europeu de emergência é o 112. Em qualquer situação de emergência deverá sempre ligar este número, abdicando de ligar directamente para a corporação de bombeiros ou para o posto da polícia mais próximos do local onde se encontra.

Em Portugal a central de emergência 112 é tutelada e gerida pela PSP. Por isso sempre que liga para o 112 a chamada numa primeira fase é atendida por um agente da PSP que a encaminhará posteriormente para a central do INEM (CODU) se for um caso de emergência médica.

É preciso compreender que o 112 e o INEM são centrais de emergência que funcionam com protocolos de actuação em situações de emergência e, são os mais capazes para fazerem uma triagem adequada da informação que transmitir e accionarem posteriormente os meios mais adequados para a situação real.

Antes de entrar em contacto com a central 112 deverá assegurar-se que tem as informações necessárias para que eles possam avaliar adequadamente a gravidade da situação e enviarem os meios suficientes e adequados para o local exacto.

Assim, antes de ligar deverá saber:

O QUÊ

Que tipo de ocorrência é, do que se trata efectivamente e em caso de emergência de saúde, que tipo de situação e que sintomas a sua vítima sente.

QUANDO

A que hora foi, se é por exemplo, uma situação que está ocorrer neste momento, de início recente ou se foi uma vítima encontrada e que refere que está naquele estado já algumas horas.

QUEM

Qual o número de vítimas efectivamente.

ONDE

Identificar o local o mais exacto possível e de preferência com pontos de referência que facilitem a chegada dos meios de socorro ao local.


Não se pode esquecer que as centrais de emergência activam os meios de socorro, adequados de acordo com as informações recebidas. É por isso fundamental que as informações que se recolhe no local e que posteriormente se transmite, sejam o mais realistas possíveis, para que não sejam enviados para o local meios em excesso, que poderão ser necessários noutra situação próxima ou, que sejam eventualmente enviados meios em quantidade inferior ao necessário e que não sejam os mais adequados para a gravidade da situação existente.


1.6 – MALA DE PRIMEIROS SOCORROS

Uma das dificuldades ou impossibilidades que existe na assistência a uma vítima é a falta de material de apoio.

Por isso é importante ter-se na habitação, no veículo, no posto de trabalho, etc., uma mala de primeiros socorros que contenha algum material indispensável para uma ligeira assistência a uma situação em que alguém esteja ferido.

Com este intuito, deve-se constituir uma mala de primeiros socorros que no mínimo tenha, entre outros, os seguintes objectos:

  • Ligaduras, adesivo, gases (esterilizadas e não esterilizadas), luvas de látex, soro fisiológico, solução de iodopovidona (tipo betadine), álcool, pinça, tesoura, termómetro, etc…

1 comentário:

  1. Ao ler o teu texto, percebi que não tinha algo no carro..... nesta semana, vou adquirir uma Mala de Primeiros Socorros!

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